sábado, 13 de dezembro de 2014

OPINIÃO! «O Inverno do Mundo», de Ken Follett - Trilogia O Século Livro 2

O Inverno do Mundo
Trilogia O Século - Livro 2
Autor: Ken Follett
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 832
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348768

Sinopse:
"Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente."

Opinião:
É uma obra magnífica e ultrapassa uma simples leitura, porque dá a sensação de estarmos a viver toda a história, do início ao fim. É como se nós próprios fossemos "a chave" para o final da guerra, como se fossemos espiões do nosso próprio país!!

Não estou a exagerar, amei este livro! Quem segue este blogue deve lembrar-se que já referi que gosto especialmente de livros que descrevam história e, de um modo geral que abordem as verdadeiras dificuldades que homens e mulheres atravessaram durante os anos em que persistiu um clima de guerra.

No entanto, como sabem, por vezes essa realidade descrita pode ser impressionante porque a miséria chega a ser gritante. Nesta obra tudo é retratado às claras, com uma transparência que cria ao leitor o efeito de "vivência daquele episódio". 

O primeiro volume, A Queda dos Gigantes, também me cativou de imediato. Em O Inverno do Mundo há um seguimento das personagens iniciais pelos seus descendentes, em que nalguns casos os filhos não partilham dos ideais dos pais, mas somos desde logo cativados por estas personagens, tão grandiosas ou até mais do que as primeiras.

Neste segundo volume, O Inverno do Mundo, Ken Follett aborda a história de 1933 a 1949.
A queda de Hitler é um dos temas mais marcantes, mas ao contrário de outras obras, Ken Follett não aborda a fundo o terror dos campos de concentração, porque a meu ver o autor optou mais pela estratégia e "jogo de peças" dos espiões de nacionalidade alemã para que pudessem levar ao conhecimento dos russos os esquemas e estratégias da Alemanha para ganhar a guerra, criando assim a possibilidade de acabar com o fascismo que muitos alemães veneravam e posteriormente acabaram por desacreditar.

Há também um ponto muito importante que não posso deixar de referir, porque de facto deixou-me bastante presa à obra, foi a descrição dos acontecimentos vividos pelas mulheres, as quais ficaram a viver nas suas casas, sem dinheiro para as conservar, desprovidas de segurança e aquecimento necessários. 
Houve ainda uma perspectiva bastante perturbadora... quando a guerra acabou e os alegados defensores derrotaram a Alemanha nem tudo foi um mar de rosas... pois estes homens/soldados não tiveram o comportamento que se esperava de "heróis". Ken Follett não se poupou a palavras cruas e incomodativas para quem lê, mas que ao mesmo tempo o torna num grande escritor.

Podia continuar a opinião, mas a ser assim nunca mais terminava porque há muito mais para dizer, mas prefiro ficar por aqui! Não posso deixar de tecer elogios, já que o autor conquistou-me desde o primeiro livro, com as suas personagens impressionantemente reais e ao mesmo tempo tão fáceis de acompanhar ao longo do livro.

Boas Leituras!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

OPINIÃO! «Os Litigantes», de John Grisham

Autor: John Grisham
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 440
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524544

Sinopse:
"Os dois sócios da firma de advogados Finley & Figg referem-se muitas vezes à própria firma como uma boutique: chique, seletiva, próspera. Obviamente, não é nada disso. Aquilo que é de facto é uma firma de dois sempre à procura do grande caso que mudará tudo. As suas especialidades, por assim dizer, são os divórcios rápidos e a condução sob o efeito do álcool, de vez em quando com o jackpot de um verdadeiro acidente de viação. Depois de vinte anos juntos, Oscar Finley e Wally Figg mais parecem um casal velho. Mas eis que chega a mudança. Ou melhor, entra aos tropeções. David Zinc, um advogado jovem, mas já queimado, abandona a carreira acelerada numa elegante firma do centro, embebeda-se e vai literalmente parar à porta da nossa firma-boutique. Já um pouco mais sóbrio e subitamente consciente de que está desempregado, aceita trabalhar na Finley & Figg. Agora com um novo membro, a F&F está pronta para agarrar um grande caso, que os pode tornar muito ricos sem que tenham de trabalhar muito. Krayoxx, um medicamento muito popular para reduzir o colesterol em doentes obesos e produzido por um gigante da indústria farmacêutica, está sob fogo depois de vários casos de ataques cardíacos associados ao tratamento. Wally já sente o cheiro do dinheiro. Uma pequena pesquisa na Internet confirma as suspeitas de Wally: uma grande firma da Florida está a preparar uma ação contra a Varrick, a farmacêutica em questão. A única coisa que a Finley & Figg tem de fazer é encontrar meia dúzia de pessoas que tenham tido ataques cardíacos enquanto tomavam Krayoxx, convencê-las a tornarem-se clientes e prepararem-se para a fama e a fortuna.
Com um bocadinho de sorte, nem sequer terão de ir a tribunal! Parece quase bom de mais para ser verdade.
E é.
Um livro extremamente divertido, repleto das estratégias legais e do suspense que fizeram de John Grisham o escritor preferido da América."

Críticas de imprensa:
«Grisham é incrivelmente cómico num romance que está cheio de entusiasmo e repleto de personagens memoráveis e bons enredos (...) Os enredos judiciais são normalmente plenos de detalhes sociais e de divertidas instâncias de patifaria (,) Fora do seu território habitualmente sulista, Grisham foi transformado por Chicago num escritor mais ao estilo de Dickens, por vezes com o coração mole mas predominantemente engraçado (...) Uma obra brilhante e cómica.» 
The Sunday Times

«Os Litigantes está lá em cima com os melhores dos vinte e cinco romances de Grisham (...) Vintage Grisham. O seu estilo é direto e o resultado é um thriller judicial com um enredo soberbo.» 
Sunday Express

«Os Litigantes é uma emocionante diversão no mundo sombrio das ações judiciais e dos vigaristas, ricos e pobres. Cheio das características voltas e reviravoltas [de Grisham], para não falar de imensa duplicidade, tenha cuidado se for a ler Os Litigantes no autocarro, pois poderá perder a sua paragem
Irish Independent

«Um romance ágil e com boas reviravoltas (...) Grisham faz uso da sua habitual compreensão matizada sobre a responsabilidade civil e a jurisprudência civil.» 
Washington Post 

«Uma leitura célere e inteligente que, mais uma vez, fará os fãs de Grisham sentir que valeu o preço pago.» 
Daily Telegraph Australia

«As suas histórias são ferozmente induzidas pelo enredo: vão mantê-lo acordado a noite inteira.» 
Independent on Sunday

«Se pode dizer-se que um autor domina o seu tema, esse autor tem de ser John Grisham. Os seus thrillers apinhados de advogados encontram-se despreocupadamente escritos, sublinham o seu talento para tornar o mundano interessante e impressionam sempre pela forma como traduzem procedimentos legais túrgidos em histórias saborosas e reveladoras (...)» 
Sun 

«Os Litigantes tem muitas das marcas registadas de John Grisham: ritmo, enredo, políticas gentilmente liberais. Mas desta vez também tem sentido de humor. Este thriller é elevado bem acima da média pelo afeto que Grisham tem pelas suas personagens, por muito moralmente comprometidas que estejam.» 
Mail on Sunday

«Grisham sabe o que faz. O livro está escrito de forma incisiva, com algumas piadas agradavelmente dissimuladas pelo meio, e a narrativa a acompanhar.» 
The Spectator

«(...) Completamente emocionante (...)»
Evening Standard

«Os Litigantes mostra Grisham no seu melhor. Tem um ritmo acelerado, é engraçado e está apinhado de personagens reais com as quais o leitor adoraria beber uma cerveja depois das sessões de tribunal. Ponha de lado um fim-de-semana para ler este livro, pois não vai querer pousá-lo
Irish Examiner

Opinião:
Depois de críticas tão boas pouco me resta dizer! É realmente uma obra magnífica!
Amei! Com esta obra John Grisham passou a constar na minha lista de autores favoritos. 

«Os Litigantes» é um thriller judicial escrito de uma forma inteligente e hilariante, tal como a crítica sublinhou.

O autor escolhe três advogados como personagens principais, portanto três perspectivas diferentes no mundo jurídico e apresenta também a derradeira diferença entre as firmas pequenas «boutique» e as grandes firmas com advogados de renome.

David, curiosamente no dia em que decide abandonar uma grande firma de advogados onde supostamente teria um futuro seguro e brilhante, acaba por dar consigo a afirmar que começaria a trabalhar numa firma «boutique», onde dois sócios actuam de uma forma bastante "agressiva" e por vezes duvidosa na procura de clientes, num mercado predominantemente instável.
Isto porque na manhã em que David Zinc decide sair da grande firma, passa o resto desse dia a beber num bar até ao momento (e após alguns momentos caricatos) em que passa a fazer parte da firma Finley & Figg acabando por ser reconhecido como uma mais valia para aqueles sócios precisamente quando bêbedo e muito seguro de si (note-se), assume a defesa dos seus futuros sócios para que não lhe sejam roubados clientes em resultado de um acidente de viação.

A partir daqui torna-se evidente que largar este livro já não é uma opção! Somos completamente absorvidos pela forma como David reage à diferença de opiniões, à forma imprevisível como os sócios actuam e advogam, mas a verdade é que esta experiência torna-se bastante interessante. O julgamento «Klopeck» devido à litigação referente ao medicamento «Krayoxx» coloca David na sala de audiências como advogado de acusação enquanto que a sua antiga firma representa a parte contrária na defesa dos «Laboratórios Varrick». Ao mesmo tempo o caso dos Khaing devido a um brinquedo «dentes de terríveis» que provocou o envenenamento por chumbo de uma criança, é um ponto  de bastante importância na trama.

Embora seguro de que fez as opções correctas que o permitem ter uma vida familiar mais sólida, certo é que David é posto à prova no que respeita às suas capacidades profissionais e mais que tudo quanto à sua inexperiência em litigação! O crescimento desta personagem é palpável!!

A minha admiração pelo autor não poderia ser melhor!

Boas Leituras!

Convite Edições Colibri - Sessão de apresentação do livro: «A Revolução de Abril - Praças da Armada»


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

OPINIÃO! «O Meu Nome É...», de Alastair Campbell

Título: O Meu Nome É...
Autor(es): Campbell, Alastair
Pág.: 304
Número: 38
ISBN: 9789725305461
Ano: 2014
Preço de Capa: €16
Preço Online: €14.39

Sinopse:
"Ela gosta de beber um copo. Todos os que a rodeiam sofrem com isso. 
Hannah tem 17 anos e bebe para se sentir melhor. Por um momento. Depois, a dor de alma regressa, mais intensa. Esta é a história da adição de Hannah contada pelos que a rodeiam: os pais, a irmã, os tios, os amigos. As suas vozes trazem-nos um relato por vezes chocante, por vezes terno, de uma vida à beira da destruição. 
O desenrolar da história através dos relatos de cada uma das pessoas que rodeiam Hannah durante a sua espiral de autodestruição dá ao leitor uma panorâmica completa do que é a vida junto de um alcoólico vulnerável e em negação."

Opinião:
A história de Hannah é contada pelas pessoas que tiveram contacto com esta jovem perturbada. O autor escolheu esta via e de facto tenho que admitir que foi uma escolha muito interessante, achei que com esta forma de descrever a história de um alcoólico tornou a leitura manifestamente motivante.

Tudo tem um começo não é verdade? Pois bem, o nascimento de Hannah foi uma alegria para os pais e o seu crescimento passou de belo a difícil e negligente. 
O autor usa a descrição de uma ama para nos demonstrar a personalidade fechada de uma criança e o ambiente familiar de que fazia parte. Mais tarde foi o treinador Colin que teimou em ajudar a jovem a melhorar as suas capacidades e qualidades natas para o desporto de natação, contudo viu-se confrontado com uma barreira familiar e a falta de apoio dos pais da jovem.

Como nos podemos ir apercebendo ao longo da leitura, o ambiente familiar em que Hannah vivia não era saudável e por isso mesmo o divórcio dos seus pais era inevitável.

A par deste desapego familiar conhecemos o início de uma vida de adição, pelas palavras de um namorado, de uma amiga e dos seus pais. Pelas descrições de colegas de Hannah podemos nos aperceber do rumo que um(a) adolescente pode tomar quando não tem estabilidade familiar e emocional e quer iniciar comportamentos de adultos demasiado cedo.
Por isso mesmo, Hannah inicia a sua vida sexual aos catorze anos e à medida que se vai envolvendo com más companhias acaba por se iniciar no álcool, podendo até existir alguns episódios de violência.

O Meu Nome É... cristaliza com uma facilidade chocante a descida de uma jovem a uma vida de dependência. 
Alastair Campbell consegue passar para o papel, de uma forma simples e directa, todas as preocupações e anseios das suas personagens.

Este livro tem um objectivo muito claro, chegar aos que mais precisam porque na maioria das vezes quem precisa de apoio é precisamente quem vive com o alcoólico.
Se pensa que não precisa de ler esta obra está enganado! Todos nós precisamos, principalmente nos dias que correm.

Alastair Campbell não me desiludiu e considero o seu livro "O Meu Nome É...", um desafio para os leitores. Cruel e forte! Mas ao mesmo tempo orientador, porque nada mais é do que a transcrição de uma realidade!

Boas leituras!

sábado, 1 de novembro de 2014

WOOK! Terror e Fantástico!!!


Novidades Editorial Bizâncio

Título: 150 Anos de Arte Moderna
Subtítulo: Num piscar de olhos
Autor: Will Gompertz
Código de Barras: 9 789 725 305 492
Págs.: 480
Preço:  21,75 € / 22,00 €
Colecção: Fora de Colecção

Sinopse:
"O que é a Arte Moderna?
Por que motivo a amamos ou a detestamos?
E por que motivo custa assim tanto dinheiro?

Junte-se a Will Gompertz, editor de arte na BBC, numa digressão estonteante que mudará para sempre a maneira como olha para a arte moderna.

Dos nenúfares de Monet aos girassóis de Van Gogh, das latas de sopa de Warhol ao tubarão em formol de Hirst, ouça as histórias por trás das obras-primas, conheça os artistas como eles eram realmente e descubra a autêntica magia da arte moderna.

Depois de ler o livro, a sua próxima visita a uma galeria ou a um museu será muito menos intimidatória e muitíssimo mais interessante."

«Will Gompertz é o professor que nunca teve.» – The Guardian



Título: O País Debaixo da Minha Pele
Subtítulo: Memórias de amor e guerra
Autor: Gioconda Belli
Código de Barras: 9 789 725 305 508
Págs.: 432
Preço: 16,04 € / 17,00 €
Colecção: Vidas

«Um talento original e maravilhosamente livre. Inesquecível.» - Harold Pinter

Sinopse:
"Numa linguagem simples e direta, Gioconda Belli narra na primeira pessoa os acontecimentos que marcaram a sua história, desde a infância no seio de uma família burguesa de Manágua aos tempos de resistência sandinista e de intensa atividade política após a queda da ditadura de Somoza. Frontal, sem meias medidas, Gioconda Belli expõe convicções e dúvidas, acertos e erros, triunfos e derrotas, amores e desamores, ajudando-nos a perceber a história conturbada da América Latina."

«A melhor autobiografia que li em anos: Um relato poético, apaixonado e sem concessões de uma vida extraordinária. Um livro para desfrutar, ler e reler. Inolvidável.» – Salman Rushdie

«Melhor do que um romance…Uma história verdadeira de paixão, insurreição e morte. Um relato apaixonante contado com ternura, honestidade e humor.» – Los Angeles Times


Convite Edições Colibri - Sessão de lançamento da obra: «A CONTRA-REVOLUÇÃO NO 25 DE ABRIL»


OPINIÃO! «A Rosa de Prata», de Susan Carroll - SAGA A RAINHA NEGRA


SAGA A RAINHA NEGRA
Autor: Susan Carroll

Condições de subscrição:
6 volumes
Preço Série 15,19€ (cada)
Preço Posterior (venda isolada) 18,99€
1 volume por revista no valor total de 91,14 €
Preço Círculo: 15,19

Sinopse:
"Das florestas enevoadas da Bretanha ao coração negro e elegante da corte francesa, uma mulher tem de desafiar o destino de um país - bem como o seu próprio perigoso destino. França, 1585. Miri Cheney é a mais nova e poderosa das Irmãs da Ilha Encantada, mulheres famosas pelos seus poderes místicos ilimitados."


Opinião:
Neste volume Miri adquire o título de Senhora da Floresta, o que faz todo o sentido, já que esta jovem Cheney é uma amante da natureza e dotada de um amor eterno pelos animais. 
Miri mantém a sua simplicidade e pureza a que estamos habituados, mas podemos ver que é uma personagem que pretende conquistar a sua independência.

Claro que a presença de Simon é fundamental e à mistura temos o Lobo que teimosamente pretende conquistar o amor de Miri. À medida que tentam descobrir quem é A Rosa de Prata, os sentimentos das personagens vão aumentando e complicam-se porque o coração de Miri está dividido entre MartinO Lobo e Simon pois enquanto um é confiável o outro é a personificação do mal e da caça às bruxas.
O passado de Martin volta para o assombrar, apesar das várias tentativas em esquecer uma noite de agonia por não ter resistido a Cassandra Lascelles, mas a surpresa que o espera pode ser absolutamente maravilhosa!

De um modo geral gostei da leitura e posso dizer que estou a gostar da saga A Rainha Negra, mas espero que o próximo livro seja bem melhor.

Boas Leituras!

sábado, 18 de outubro de 2014

OPINIÃO! «O Homem Pintado», de Peter V. Brett

Ciclo dos Demónios - Livro 1
Autor: Peter V. Brett
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 648
Editor: Edições Gailivro
ISBN: 9789895576777
Coleção: 1001 Mundos

Sinopse:
"Num mundo povoado por demónios que dominam a noite, forçando os seres humanos a esconderem-se atrás de guardas mágicas à espera que o sol nasça, o jovem Arlen assiste ao massacre da sua família por causa da cobardia do pai. A partir desse momento tudo muda e Arlen parte numa viagem de descoberta que o levará a percorrer o mundo e a conhecer Leesha e Roger. Os três são a última esperança da humanidade na luta contra os demónios. Só que por vezes os demónios mais difíceis de vencer são os que trazemos dentro de nós. Juntos estes três jovens oferecem à humanidade uma última e fugaz hipótese de sobrevivência. 

Para aqueles que procuram o novo grande nome da fantasia a espera terminou. Ele é Peter V. Brett. Comparável a muitos mas diferente de todos, oferece-nos uma história brilhante que nos prende da primeira à última página. Dizer que é uma obra magistral é pouco para descrever a história épica da luta de Arlen, Leesha e Roger para salvar uma humanidade condenada a viver num medo permanente da noite e dos demónios que ela encerra."

Opinião:
O Homem Pintado retrata a vida de opressão de um reino em que as pessoas são consumidas pelo medo e terror dos demónios que se erguem e materializam após o pôr do sol e atormentam as almas dos seres humanos durante a noite inteira, numa constante tentativa de quebrar a magia das "guardas" e poder entrar nas suas casas.
A par destas investidas demoníacas, junta-se a opressão de um reinado que vive em constante choque e discussão por materiais imprescindíveis para ambos os duques e habitantes.

Conhecemos também a vida simples e dolorosa das personagens Arlen, Leesha e Rojer, três vozes que se erguem na luta contra os demónios, mas também contra a má fé, a cobardia e deslealdade dos homens.

Neste primeiro volume podemos acompanhar a conquista da independência de Arlen e Leesha, através da aprendizagem de cada um ao longo dos anos que são postos à prova.
São duas personagens com uma força interior maravilhosa e com um sentido de liderança e responsabilidade muito presente.

Há contudo uma figura que pode revelar-se essencial na luta diária contra os demónios, O Libertador. No entanto, no último capítulo surge uma incerteza em relação a esta personagem e o resultado disso é a necessidade de ler o próximo livro o mais rápido possível.

Comparo O Homem Pintado à leitura de Em nome do Vento de Patrick Rothfuss!!

Conclusão, adorei o livro e quando terminei a leitura só pensava que estava metida em sarilhos... porque tenho mais dois pela frente e não são nada baratos! Os livros são A Lança do Deserto e A Guerra Diurna.

Boas Leituras!

Convite Edições Colibri - Sessão de lançamento da obra: «Diário Íntimo de Carlos Maia», de A. Campos Matos


Edições Colibri - Divulgação editorial

Como não foi possível divulgar os convites em tempo útil para poderem estar presentes na data da apresentação das obras, optei por colocar no blogue os convites atrasados, no sentido de poder divulgar as obras uma vez que são interessantes.



Convite Edições Colibri - Sessão de lançamento da obra: «Ambiente Inteiro», de António Eloy


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

OPINIÃO! «Os Filhos da Costa do Sol - A Nova Geração», Manuel Arouca

A nova geração
Autor: Manuel Arouca
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 444
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789896165789
Coleção: Gradiva

Sinopse:
"O 25 de Abril de 1974 foi a época dos primeiros Filhos da Costa do Sol. Quarenta anos depois, Manuel Arouca dá continuidade às personagens dessa louca geração dos anos 70. Onde estão elas agora? Quem são, como vivem, o que sonham os seus filhos? Um livro que traça um retrato em sangue e alma de uma sociedade que voltou a ser poderosa e influente, a par do confronto de gerações e de uma grande história de amor. Um grande, grande livro, com uma autenticidade, uma força narrativa incomum, uma verdade impiedosamente revelada, que toca profunda e inesquecivelmente o leitor."

Opinião:
Apesar de não ter lido o livro "Os Filhos da Costa do Sol" optei mesmo assim por ler "A Nova Geração". Achei que o facto de não ter lido o primeiro volume não seria impedimento para ler o segundo.

O livro está dividido em duas perspectivas que vão sendo intercaladas conforme o desenrolar dos acontecimentos, uma delas é a de Chico e a outra é a do seu filho Lucas.

Chico é um homem que apesar da idade insiste em manter os seus hábitos de juventude e vive na expectativa de talvez um dia encontrar o seu verdadeiro amor, mas até lá aproveita as regalias de um homem desprovido de amor e disponível às aventuras que lhe apareçam.
Através desta personagem, que ao longo do livro relembra os velhos tempos podemos perceber o que foi retratado no primeiro livro.
As recordações de Chico com os seus amigos, Manel e Luís são um misto de loucuras dos anos 70, drogas, mulheres, mas não só. Porque passa também por uma chamada de atenção para os valores humanos e constitucionais, direitos, greves..., vários temas de grande interesse. Aliás as duas personagens Manel e Luís são relevantes no seu papel, já que possibilitam estabelecer a derradeira lacuna social e política em que vivemos! 

Quanto a Chico, isto não fica por aqui. A nossa vida é uma novela, portanto um livro também o pode ser. O pai de Lucas a meu ver, também transmite a decadência do homem que lamenta a sua vida de casado e procura um amor que não tem na sua cama, mas mesmo assim volta a repetir o erro várias vezes! A perda do auto-domínio de Chico é tão bem caracterizada e com uma clareza humana que chega a ser revoltante quando chegamos aos episódios de vício de sexo com a personagem Dora, filha de Conceição (esta última é supostamente aquela que Chico sempre amou).

Quanto a Lucas, faz parte dos novos "filhos da Costa do Sol" e vê o seu pai como um modelo a seguir.
É o espelho de uma geração que não acredita no futuro, que não vê a luta pelos seus direitos como um fim para atingir uma melhoria nos tempos que se vivem. É também a personagem que nos traz a dor e a mágoa de uma traição familiar.

"Os Filhos da Costa do Sol - A Nova Geração", é uma obra carregada de significado! E por isso apreciei muito a leitura!

Boas Leituras!

Novidades Editorial Bizâncio: «O Meu Nome É...», de Alastair Campbell


Autor(es): Campbell, Alastair
Pág.: 304
Número: 38
ISBN: 9789725305461
Ano: 2014
Preço de Capa: €16
Preço Online: €14.39

Sinopse:
"Ela gosta de beber um copo. Todos os que a rodeiam sofrem com isso. 
Hannah tem 17 anos e bebe para se sentir melhor. Por um momento. Depois, a dor de alma regressa, mais intensa. Esta é a história da adição de Hannah contada pelos que a rodeiam: os pais, a irmã, os tios, os amigos. As suas vozes trazem-nos um relato por vezes chocante, por vezes terno, de uma vida à beira da destruição. 
O desenrolar da história através dos relatos de cada uma das pessoas que rodeiam Hannah durante a sua espiral de autodestruição dá ao leitor uma panorâmica completa do que é a vida junto de um alcoólico vulnerável e em negação."

 

domingo, 5 de outubro de 2014

OPINIÃO! «O Quinto Filho», de Doris Lessing

Autora: Doris Lessing
Edição/reimpressão: 1989
Páginas: 173
Editor: Europa-América

Sinopse:
"Harriet e David Lovatt têm os mesmos anseios - fidelidade, amor, vida familiar e, acima de tudo, um lar. Teimosamente fora das modas dos anos 60, decidem casar e assentar as bases das suas vidas numa casa vitoriana. A princípio, parece o Paraíso. As crianças preenchem-lhes o quotidiano, e os familiares sentam-se à mesa da cozinha no Natal, desfrutando avidamente do calor humano da família Lovatt. Mas é com a quinta gravidez que as coisas começam a alterar-se. O bebé desenvolve-se dentro de Harriet demasiado cedo e com demasiada violência. Após um nascimento difícil, Ben revela-se uma criança estranha e cruel, cuja violência é instintivamente rejeitada pelos irmãos. 
Inexoravelmente, a sua presença alienígena vai destruindo o sonho de uma família feliz."

Opinião: 
Harriet e David conheceram-se numa festa do escritório à qual compareceram por obrigação. Para eles não fazia sentido viver de aparências e achavam que as pessoas presentes não passavam de hipócritas e mesquinhas.
Mas não só, porque a sociedade em geral não valorizava as tradições e apressava-se a julgar quem se destacava pelas opiniões e ideais diferentes aos tempos que se viviam.

Claro que Harriet e David quando se conheceram souberam que tinham encontrado o amor, melhor dizendo... alguém que também partilhava um sonho ... o mesmo sonho! E esse sonho era uma raridade, uma vez que passaria essencialmente por constituir uma família numerosa, com oito filhos no mínimo e uma casa enorme que pudesse receber a família inteira nas épocas festivas. Tudo isto se resumiria numa felicidade plena, segundo o entendimento deles.

Esse sonho para Harriet e David seria bastante simples de realizar e pela lógica deste casal deveriam começar o quanto antes a ter filhos e comprar "a casa ideal" porque caso contrário sentiam que lhes seria impossibilitado de o fazer/viver.
A intensidade deste sonho e a sofreguidão de o viver acabam por sobrepor-se às precauções normais de uma vida em comum e Harriet acaba por engravidar mais cedo do que era esperado pela família. Assim,  a família vai aumentando com Luke, depois Helen, Jane e Paul

Tudo estava bem e as festas organizavam-se apesar do cansaço de Harriet. Mas Harriet sabia que era julgada pelos seus familiares por se achar no direito de ter muitos filhos, sabia que todos achavam que devia parar de gerar filhos e que apenas o fazia por se tratar de uma pessoa inconsciente e presunçosa.

Embora consciente de ser acusada de "criminosa", Harriet engravidou do quinto filho... e tudo mudou! Como se fosse um castigo traz ao mundo um filho com características pouco ou nada amorosas, com semelhanças a um gnomo e caracterizado pela própria mãe como "perfeitamente não normal". E de facto Ben demonstra falta de inteligência, um olhar diabólico, com atitudes violentas e chega a provocar arrepios a quem o quer conhecer.
Este ser de raça diferente à dos humanos, consegue desestabilizar uma família inteira, espalhando o terror pelos seus irmãos que aos poucos acabam por abandonar a casa de sonho deste casal para viver com outros familiares. A Harriet cabe a tarefa de tentar perceber e viver com uma espécie de alienígena....

Gostei muito de reler este livro!! É uma obra que pelas grandiosas palavras da autora aborda a força e a determinação de uma mãe, a malvadez de uma criança e a devastação de uma família feliz.

Posso dizer que é uma obra que assenta em temas delicados, sobretudo em relação à criança "alienígena" que posteriormente no livro se transforma no reflexo generalizado da maldade, da violência e do medo que a sua mãe via nas notícias que passavam com mais frequência nos telejornais.

É uma obra que nos faz parar para pensar um bocadinho.

Boas Leituras!

sábado, 4 de outubro de 2014

Convite Sessão de Apresentação do Livro: «Paixão Alucinante», de Marta Velha



Novidades Editorial Bizâncio: «Teremos sempre Paris», de Ray Bradbury

Autor(es): Bradbury, Ray
Pág.: 192
Número: 61
ISBN: 9789725305478
Ano: 2014
Preço de Capa: €14
Preço Online: €12.6

Sinopse:
"Em Teremos Sempre Paris – uma selecção de contos inéditos – o inimitável Ray Bradbury encanta-nos de novo com a sua prosa fluente e cantante. Imagina coisas extraordinárias e observa com especial acutilância as fraquezas humanas, as pequenas falhas de carácter. Os seus contos são eternos. Teremos Sempre Ray Bradbury."

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Amanhã Momentos Wook!!!!!!


Novidades Editorial Bizâncio: «Na Montanha de Hitler», de Irmgard Albine Hunt

Autor(es): Hunt, Irmgard Albine
Pág.: 320
Número: 38
ISBN: 9789725305485
Ano: 2014
Preço de Capa: €16
Preço Online: €14.39

Sinopse:
"Tendo crescido nas imponentes montanhas de Berchtesgaden, a poucos passos de distância do retiro alpino de Hitler, Irmgard Hunt teve uma infância aparentemente feliz e simples. Nas suas memórias poderosas, esclarecedoras e por vezes assustadoras, relata uma infância vivida sob um dirigente diabólico mas persuasivo. Este não é um livro apenas de memórias, é o retrato de uma nação que perdeu a sua bússola moral. É a história perturbadora de uma família e de uma comunidade num período histórico e numa localização que, embora se estejam a tornar rapidamente remotos para nós, assumem, mais do que nunca, uma enorme relevância para a nossa época."

Convite Edições Colibri - Sessão de lançamento do livro: « Salazar na Crise da Banca Madeirense», João Abel de Freitas


Convite Edições Colibri - Sessão de lançamento do livro: « O 25 de Abril e a Educação», Joaquim Pintassilgo (org.)


WOOK! «A Mafalda faz 50 anos e está de volta!»


sábado, 27 de setembro de 2014

[2] Divulgação de Autores: Marta Velha

Sobre a autora:
"Marta Maria Ferreira Velha Sousa Ferraz nasceu em Aveiro a 4 de Abril de 1980.

O seu primeiro livro, ‘A Mensagem’, foi editado em Maio de 2013 pela Chiado Editora. Na altura ficou com o vício pela escrita e quis repetir o feito, sendo ‘Paixão Alucinante’ o seu segundo livro.

Considera-se uma apaixonada pela leitura e também pela escrita." * texto retirado da página da Chiado Editora.

Facebook das obras da autora aqui e aqui.

Obras publicadas:

- A Mensagem (2013) - Romance (Chiado Editora)
- Paixão Alucinante (2014) - Romance (Chiado Editora)

                                                 _____________________________________



Autor: Marta Velha
Colecção: Viagens na Ficção
Páginas: 256
Data de publicação: Maio de 2014
Género: Romance
Preço: 13,00 €
ISBN: 978-989-51-1340-8

Sinopse:
"Quem nunca teve sonhos em criança? Ser astronauta, ser professor, ser bailarina. Mas e se esse sonho fosse ter uma mãe que soubesse fazer totós e que soubesse combinar a roupa?
Matilde é uma menina de cinco anos. E este é o seu sonho. O seu pai é o príncipe encantado e o seu coração é mais doce que o chocolate. A rainha do seu reino terá que amar a sua linda princesinha. Quando é entrevistada pela senhora do cabelo que cheira bem fica encantada, mais ainda quando ela lhe faz tranças no cabelo.
Guilherme é viúvo. Amava loucamente a sua mulher e esquecê-la é impossível. A sua filha há muito que lhe pede uma mãe. Mas ele acha-se incapaz de amar alguém tal como amou Catarina. O seu maior medo é de um dia se casar apenas para fazer a vontade à filha.
Leva a vida sempre com alegria e com um sorriso nos lábios. Quando a sua vida era séria demais pregou-lhe uma partida. Uma partida que lhe deixou marcas de tristeza para sempre.
Vive noites de amor com Lara mas esconde-lhe o seu segredo. Tem medo de ser rejeitado outra vez.
Lara e Raquel são gémeas, duas gotinhas de água como carinhosamente lhes chama a avó Mila. Lara é doce, meiga, tímida e tem sempre um sorriso nos lábios, típica menina de coro. Raquel é tempestiva, bastante impulsiva e sorrir é coisa que não lhe agrada. Ambas têm medo das premonições da avó Mila – ela sabe sempre o que vai acontecer. Lara terá que aceitar um homem que tem outra mulher na sua vida. E Raquel tem que parar de implicar com tudo e com todos pois nada é o que parece.

Será que desta vez também a avó Mila tem razão?"

Boas Leituras!

Convite Edições Colibri - Sessão de lançamento do livro: «Quase Só a Voz do Vento», de João Mário Caldeira


Editora Alfarroba - Celebração do 4.º aniversário!


Convite Edições Colibri - Sessão de apresentação do livro: «Portugal Face à Grande Guerra em 1914-1915», de João Freire


Convite Edições Colibri - Sessão de apresentação do livro: «Das Políticas às Práticas de Educação de Adultos» de João Eduardo Rodrigues Martins


terça-feira, 16 de setembro de 2014

OPINIÃO! « Mães e Filhas», de Evan Hunter

Autor(a): Evan Hunter
Edição/reimpressão: 1980
Páginas: 396
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721013360
Coleção: Livros de Bolso / Europa América

Sinopse:
"Um romance ousado e forte que Evan Hunter conduz com poderosos dons de observação e de análise psicológica, num estilo subtil de grande poder evocativo.

Um tema de eterno recomeço, da filha que «continua a mãe», sem muitas vezes se aperceber de que herdou dela alguma coisa mais do que a vida.

Um extraordinário documento humano que cobre vinte anos cruciais da vida americana."

Opinião:
Acho este género de livros umas relíquias. Saborear as palavras e expressões usadas naquele tempo é uma maravilha!!!

E depois são pequenos, com umas páginas fininhas e amareladas, com um cheiro tão característico e cheio de recordações!!
Podem chamar-me o que bem entenderem, mas quando ando de volta da minha biblioteca (o que são imensas vezes) e passo a vista pelos livros de Jackie Collins, Jacqueline Susann, John Irving, etc.., recordo com saudade os tempos de leitura no meu velho sofá, rodeada por mobília antiga. Esses tempos eram maravilhosos! 

Bem, vou dar início à minha opinião.
A sinopse é muito vaga e quando assim é, parece que tenho mais prazer em ler o livro em questão, uma vez que não sei o que me espera.

A escrita é verdadeiramente surpreendente e tal como eu esperava pude saborear expressões como "eis que", "decerto", "com efeito", etc

A narração de Evan Hunter é simples, o que é óptimo uma vez que retrata a complicação da vida humana numa psicologia que agrada a todos.
Esta história retrata a vivência das personagens com voraz determinação e com naturalidade.

As personagens que enchem o nosso tempo são Julia, uma mulher bonita e vistosa que após a sua estadia em Roma leva consigo um segredo que guardará até à sua morte.
David, o seu filho desprezado que não encontra a felicidade, pois simplesmente fecha o coração a quem possa surgir para o roubar.
Ao mesmo tempo o leitor conhece a família de Matthew, um jurista determinado e bem sucedido. Contudo está prestes a desmoronar, caso este não se aperceba e dedique atenção às mulheres que fazem parte da sua vida (a sua mulher e a sua filha).

Para quem tiver este livro guardado na estante, acho que deverá pegar nele e deixar-se levar pelo estilo de 1980, uma escrita maravilhosa...decerto!

Eis que dou por terminada a minha opinião.

Boas Leituras!

OPINIÃO! «A Passagem» - Volume I, de Justin Cronin

de Justin Cronin
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 560
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722346061
Coleção: Via Láctea

Sinopse:
A Passagem é o primeiro livro de uma grandiosa epopeia pós-apocalíptica. Uma experiência científica a que o exército dos Estados Unidos submete vários homens e uma menina, para os tornar invencíveis, resulta numa catástrofe cujos efeitos têm consequências inimagináveis. Os homens submetidos àquela experiência tornam-se detentores de extraordinários poderes, mas são monstros assassinos sedentos de sangue. Neste primeiro volume do livro acompanhamos a sangrenta destruição que se segue à invasão dos mutantes, bem como a penosa reorganização dos sobreviventes em pequenas comunidades precárias, onde a gestão dos escassos recursos é uma prioridade. Neste cenário de devastação instala-se uma dinâmica que vai modificando as personagens e as relações que se estabelecem entre elas.

Críticas de imprensa:
«Este romance épico é indiscutivelmente arrebatador.»
Daily Express

«Quando começar a ler este livro, não vai querer que ele acabe.»
The Times

Opinião:
Conforme ia avançando na leitura pude verificar que o livro não era bem aquilo que eu esperava.

Não gostei da história em si, mas houve algumas partes que gostei da forma como o autor escreve e um exemplo foi sem dúvida a história de Jeanette. À medida de que fui percebendo que vários reclusos estavam a ser "contratados" para serem submetidos a experiências sigilosas, achei que tinha uma obra prometedora como companhia.
Mas não foi bem assim.
Porque vampiros com asas num estabelecimento fechado com operários inconscientes do perigo, cidades evacuadas e pessoas isoladas ... não é suspense para mim e fui perdendo o interesse.

Tenham atenção às críticas em geral, porque são muito boas!! As obras do autor são A Passagem (volume 1 e 2). E tem também uma sequela desta obra, Os Doze.

Boas Leituras!

domingo, 14 de setembro de 2014

OPINIÃO! «Ciência: 4000 Anos de História», de Patricia Fara

Autor(a): FARA, PATRICIA
Ano: 2013, 1ª
Colecção: Horizonte da Ciência
Número de Páginas: 416
ISBN: 9789722417709
Tema: História
Código: 98003
PVP: 29,90 €

Sinopse:
"Em Ciência: 4000 anos de História, Patricia Fara reescreve o passado da ciência e oferece novas vias para a compreensão e o questionamento da nossa sociedade tecnológica moderna.
Percorrendo os séculos desde a Babilónia Antiga até às últimas experiências hi-tech nos campos da genética e da física de partículas, a autora explica-nos como a ciência pertence ao mundo prático da guerra, da política e dos negócios.

E, mais do que glorificar cientistas como heróis idealizados, conta-nos histórias verdadeiras sobre pessoas reais – homens (e algumas mulheres) que tiveram de ganhar a vida, cometeram erros e esmagaram rivais.

«Dizer que um livro leva ao exercício mental e que provoca apetite para outras leituras é o melhor elogio que se lhe pode fazer.

A obra de Patricia Fara tinha esse propósito e cumpriu-o plenamente.» - Do prefácio, do Professor Carlos Fiolhais"

Opinião:
Ciência: 4000 Anos de História é uma obra bastante prometedora, com um prefácio que não podia ser melhor. 

Convenhamos que quando se trata de ciência, «começar pelo princípio» não é tarefa fácil! Mas a autora acaba por estabelecer uma linha pela qual opta iniciar a descoberta de anos e anos de história e essa linha age como um modelo de fácil entendimento.

Aprecio a leitura de livros de história e de ciência porque há sempre mais alguma coisa para aprender e uma vez que sou curiosa, não posso deixar este género de leitura de lado. Contudo, apesar de enriquecer a nossa cultura geral, é certo que podem tornar-se aborrecidos.
Mas em 4000 Anos de História fiquei surpreendida porque de facto a autora usa uma escrita muito suave e simples, o que possibilita uma leitura muito motivadora.

Perceber que a autora não permitiu que o tema lhe impedisse de usar algum humor, foi uma surpresa boa!
Achei que a autora não tem qualquer problema em abordar o tema da superstição que muitas vezes é colocado de lado por alguns cientistas.

O que me cativou também, foi perceber que Patricia Fara pode não concordar com as ideias e crenças antigas, mas compreende a posição de quem em tempos defendeu determinada teoria e de uma forma clara consegue passar a ideia de respeito pelo trabalho e as opiniões abordadas e defendidas ao longo dos tempos.

Patricia Fara, na sua obra explora sem qualquer preconceito as crenças, experiências, heróis, obstáculos e abordagens de outros tempos. Mas esta obra é muito mais do que isso e a razão desta minha afirmação é tão somente porque me senti "guiada" por alguém que acima de tudo respeita a história como ela tem vindo a ser retratada, mas que aqui lhe dá o seu toque especial.

Boas leituras!